A criança que ronca

Se a criança está roncando, certamente tem algo errado. Quando o ronco acompanha os resfriados ou gripes e logo depois vai embora, não há motivo para preocupação. Igualmente corriqueiro é o ronco que surge nas crises de rinite e desaparece após o tratamento.Entretanto, se o ronco persistir por meses, ou se estiver freqüentemente incomodando a criança e sua família, será necessária uma avaliação bastante cuidadosa.
O ronco denota uma dificuldade relacionada à respiração. É um sinal de que o ar está passando com dificuldade pelo nariz e pela garganta. Se este processo persistir por meses, a criança precisará se adaptar e, neste caso, passará a respirar pela boca, pois esse se tornou o caminho mais fácil.
As crianças que “aprendem” a respirar pela boca ficam com os lábios entreabertos e com os dentes expostos. Os lábios tornam-se ressecados e se ferem com facilidade. A boca fica ressecada e pode ocorrer maior incidência de doenças bucais. A garganta também pode ficar irritada e doer ao falar e ao engolir.
O posicionamento da língua se modifica durante a respiração feita pela boca. As crianças que respiram habitualmente pelo nariz, ao engolir, em geral, pressionam a língua no céu da boca (palato). Entretanto, as que respiram pela boca tendem a pressionar a língua entre os dentes da frente. Essas alterações da postura dos lábios e da língua promovem mudanças na estrutura óssea do palato, tornando-o profundo. A arcada dentária se desenvolve pouco e os dentes ficam mal posicionados. A face se torna mais alongada, modificando a estética, que pode se tornar um problema para a criança e seus pais. O rosto da criança torna-se menos expressivo, dando a impressão de ela estar sonolenta e triste.
O tratamento adequado deverá envolver a participação de um grupo multidisciplinar formado por pediatra, otorrinolaringologista, alergista, dentista, fonoaudiólogo, pneumologista, fisioterapeuta e nutricionista.





 Voltar 

Copyright 1995-2017 © Otorrinopediatria